Xôti Falá
    Início
    Diálogo
    Nossa Cidade
    Planeta
    Cena
    Gente
    Prosa
    Sobre nós
    Home/Nossa Cidade
    BHsegurançapolítica

    Após lei alvo de críticas, prefeitura de BH proíbe apreensão de bens de pessoas em situação de rua

    Nova regra proíbe que Guarda Municipal recolha bens e pertences de pessoas em situação de rua.

    Jô Andrade

    Jô Andrade

    Repórter

    2 min24 de junho de 2026
    Após lei alvo de críticas, prefeitura de BH proíbe apreensão de bens de pessoas em situação de rua

    Nova regra proíbe recolhimento de bens de pessoas em situação de rua. Foto: Cláudio Rabelo/CMBH

    Compartilhar

    A prefeitura de Belo Horizonte publicou, nesta quarta-feira (24), um decreto que proíbe a Guarda Civil Municipal de tomar pertences e bens pessoais de pessoas em situação de rua durante as abordagens. A medida foi divulgada semanas depois do prefeito Álvaro Damião (União) sancionar a polêmica Lei 12.044, que determina remoção de objetos instalados nas ruas de BH (entenda mais abaixo).

    De acordo com o texto do decreto, a Guarda só poderá atuar com pessoas em situação de rua em ações planejadas e autorizadas pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

    “O emprego operacional da GCMBH em ações que envolvam pessoas em situação de rua, só poderá ocorrer mediante ações planejadas, **devidamente autorizadas, com envolvimento dos demais órgãos da Administração Pública Municipal**, tais como Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Secretaria Municipal de Política Urbana, Procuradoria Geral do Município e Superintendência de Limpeza Urbana”.

    Críticas ao município

    A prefeitura vem sendo duramente criticada por movimentos sociais, entidades e parlamentares da oposição após sancionar a Lei 12.044, criada pelo vereador Bráulio Lara, do Partido Novo.

    O parlamentar criou o então projeto de lei que autoriza a remoção de “elementos que configuram estruturas permanentes em espaços públicos”, o que pode incluir barracas, tendas, carrinhos ou qualquer outro objeto que esteja nas ruas ou calçadas. O texto foi aprovado com folga na Câmara, com 28 votos favoráveis.

    O vereador também é autor do projeto de lei que permite a internação sem o consentimento de usuários e dependentes de drogas. A lei entrou em vigor em maio deste ano. O parlamentar defendeu sua narrativa, durante plenário, afirmando que o projeto era para dar uma segunda chance para quem “perdeu completamente o rumo da vida”.

    Segundo o Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte é a terceira capital do Brasil com maior número de pessoas em situação de rua, com 16.115 pessoas. O número representa um aumento de 4,1% comparado a 2025.

    Ainda de acordo com o levantamento, a população de rua cresceu 76% nos últimos cinco anos, saltando de 9.157 para 16.115. À frente de BH estão apenas as capitais São Paulo (108.202) e Rio de Janeiro (24.403).

    Compartilhar:

    Tags:

    BHsegurançapolítica

    Sobre o autor

    Jô Andrade

    Jô Andrade

    Repórter

    Jornalista especialista em textos pela UFMG, com passagens pelos veículos g1, BHAZ e Sou BH. Experiência em jornalismo digital, reportagem e edição de conteúdo.

    Xotifala

    Jornalismo independente, acessível e comprometido com a verdade.

    Editorias

    • Diálogo
    • Nossa Cidade
    • Planeta
    • Cena
    • Gente
    • Prosa

    Institucional

    • Sobre nós
    • Política Editorial
    • Política de Privacidade
    • Termos de Uso
    • Teia de Criadores
    Xôtiscutá!

    Tem uma história importante? Queremos escutar você.

    Enviar email

    © 2026 Xotifala. Todos os direitos reservados.

    Feito por Buzz33