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    BH cria Dia Municipal do Conservadorismo "Deus, Pátria e Família"

    Nova lei inclui a data de 22 de março no calendário oficial da capital, mas não cria feriado nem obriga a realização de eventos.

    Redação

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    3 min4 de agosto de 2026
    BH cria Dia Municipal do Conservadorismo "Deus, Pátria e Família"

    Câmara Municipal de Belo Horizonte. Foto: Ernandes Ferreira/CMBH

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    A Câmara Municipal de Belo Horizonte promulgou, nesta terça-feira (4), o Dia Municipal do Conservadorismo – Deus, Pátria e Família, que será celebrado todos os anos em 22 de março.

    A lei foi publicada no Diário Oficial do Município e a data passa a fazer parte do calendário oficial da capital.

    A proposta é de autoria do vereador Cleiton Xavier (União) e virou lei após ser promulgada pelo presidente da Câmara, Professor Juliano Lopes. A lei já está em vigor.

    Na prática

    A mudança não cria um novo feriado e nem ponto facultativo, apenas inclui a data na lista de comemorações oficiais de Belo Horizonte, sem obrigar a prefeitura a organizar eventos ou campanhas.

    Para isso, foi alterada a Lei Municipal nº 11.397/2022, que reúne todas as datas comemorativas e de conscientização reconhecidas pelo município. Agora, o Dia Municipal do Conservadorismo – Deus, Pátria e Família também faz parte desse combo.

    Quanto custa, em tese, um projeto de lei?

    Em uma conta simples, podemos entender que um projeto de lei envolve: gabinete (assessores e demais trabalhadores), jurídico da Câmara, comissões, sessões plenárias e tempo de vários vereadores.

    Em 2025, a Câmara teve orçamento de R$440,6 milhões para atividades parlamentares, sendo que foram votados 149 projetos de lei (111 em plenário e 38 em comissão).

    Conta direta (média simples), dividindo o orçamento pelos projetos: R$ 440.602.500 ÷ 149 = R$ 2,95 milhões por projeto de lei

    *Esse valor de R$ 2,9 milhões é um custo médio diluído da máquina, não o custo direto de cada projeto.

    Por sessão

    Orçamento anual da Câmara Municipal de Belo Horizonte: R$ 440.602.500 Votações em plenário no ano: 134

    Conta direta R$ 440.602.500 ÷ 134 = R$ 3.288.078

    *Cada votação em plenário “carrega” um custo médio de cerca de R$ 3,3 milhões.

    Falta prioridade?

    Claro que, nesses valores, estão incluídos apenas os gastos com o trabalho parlamentar de votar projetos, mas cada vereador pode dispor de outras atividades que também geram custos (viagens, visitas técnicas, reuniões etc).

    Mas, para quem trabalha o mês todo e ainda tem que se virar para pagar todas as contas do mês, o mínimo que se espera é que o dinheiro pago em impostos retorne como melhoria de vida.

    E essa melhoria está em chegar no posto de saúde ou UPA e ter médicos para te atender, sem precisar ficar horas esperando ser chamado, ou poder voltar do trabalho sem precisar se espremer no ônibus pagando uma passagem de valor justo.

    Mas ainda dá para caber as necessidades do povo no orçamento, ou ainda vamos ter que pagar para manter uma máquina que só funciona para impulsionar carreira parlamentar?

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