Com cortes no Samu de BH, profissionais denunciam sucateamento na saúde
Prefeitura anunciou um corte de 25% dos técnicos de enfermagem que trabalham nas Unidades de Suporte Básico.

Redação
Institucional
Profissionais do Samu BH denunciam sucateamento da prefeitura. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Depois do anúncio de corte no número dos técnicos em enfermagem que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a categoria protestou em frente à prefeitura na tarde desta quarta-feira (22).
Com as demissões, as ambulâncias do Samu vão circular com apenas um técnico, além do motorista.
Segundo a prefeitura de BH, a partir de 1º de maio, haverá um técnico por plantão em 13 Unidades de Suporte Básico e dois técnicos por plantão nas outras nove ambulâncias desse tipo.
Atualmente, BH conta com seis Unidades de Suporte Avançado, que é composta por médico, enfermeiro e condutor.
"Pais, mães de família que depende do emprego serão demitidos. Seremos prejudicados por trabalhar apenas com o condutor, porque nosso serviço não será feito com excelência, não conseguiremos entregar o serviço de salvar vidas?", disse a técnica em enfermagem Renata Ferreira.
Em 2025, as ambulâncias do Samu de BH atenderam cerca de 90 mil ocorrências. Já em 2026, entre janeiro e março, foram mais de 21 mil atendimentos, segundo levantamento da prefeitura.
Após o ato dos servidores, a categoria seguiu para a Câmara Municipal de BH, onde vereadores, representantes sindicais, presidentes de Conselhos Regionais de Saúde e líderes de secretarias do Executivo se reuniram para discutir os cortes na saúde.
Recentemente, foi anunciado que a Secretaria de Saúde poderia ter redução superior a 4% (cerca de R$329 milhões), após troca no comando da Secretaria Municipal de Saúde.
Por nota, a prefeitura de BH afirmou que "respeita o direito à paralisação, mas destaca que o SAMU é um serviço essencial de urgência e emergência. Por isso, conforme a legislação, as escalas dos trabalhadores deverão ser mantidas".
Essa reorganização atende à Portaria nº 2.028/2002, que estabelece que a equipe mínima para atuação em USB deve ser composta por um técnico de enfermagem e um condutor, informou a prefeitura, por nota.
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