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    #ELASVOTAMJUNTAS: Mais solidariedade pra fazer o direito ao voto das mulheres no segundo turno

    Com 16 milhões de mulheres abstêmias no 1º turno, redes comunitárias surgem para garantir que nenhuma fique para trás na votação de 25 de outubro.

    Lívia Teodoro

    Lívia Teodoro

    Colunista

    4 min16 de outubro de 2026
    #ELASVOTAMJUNTAS: Mais solidariedade pra fazer o direito ao voto das mulheres no segundo turno

    Campanha de mobilização #VotoDuploNoSenado nas ruas. Foto: Gabi Leite

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    Sim, amiga, estamos todas sentindo o peso deste momento. Em tempos de intensa polarização e apreensão política, é natural que bata um sentimento de cansaço ou ansiedade diante dos desafios do nosso cenário democrático.

    Neste ano, o Brasil atingiu níveis de abstenção ao voto histórico, 33,4 milhões de pessoas não foram às urnas neste ano. Número recorde que fica atrás apenas das eleições majoritárias de 1998. Em pesquisa realizada pelo movimento Desapocaliptica em parceria com o Instituto Datafolha, divulgada em setembro deste ano, descobrimos que o desânimo do brasileiro para votar mora na desesperança.

    Campanha de mobilização #VotoDuploNoSenado. Foto: Gabi Leite
    Campanha de mobilização #VotoDuploNoSenado. Foto: Gabi Leite

    Segundo o Termômetro do Bem Viver, 47% das pessoas classificadas como 'desconectadas’, ou seja, aquelas que relatam pouco vínculo com a comunidade e a natureza, raramente comparecem às urnas e pudemos ver a prova disso no último dia 04 de outubro. Na última semana, o podcast ‘O Assunto’ confirmou o que o Termômetro do Bem Viver já havia previsto, as pessoas estavam sem esperança de que o voto tinha poder de transformação prática na sociedade.

    Mas então, como estamos com a sensação de que agora todo mundo está discutindo política na internet, se há pouco tempo sequer fomos às urnas? Para pensar sobre isso, é preciso entender quem são essas pessoas e porque elas não foram votar.

    O podcast da jornalista Natuza Nery aponta para números trazidos pelo Datafolha na semana passada, para começarmos a engrossar o debate sobre os motivos das abstenções:

    • 19% estavam fora da cidade;
    • 18% estavam doentes;
    • 13% perderam o interesse pelas eleições ou não tinham candidato;
    • 9% estavam trabalhando;
    • 8% eram idosos ou enfrentaram locais de votação lotados;
    • 7% estavam sem documentos;
    • 6% não conseguiram chegar porque a seção era longe;
    • 20% por outros motivos.

    16 milhões de brasileiras

    E segundo estimativa recente da Desapocaliptica, 16 milhões dessas pessoas podem ser mulheres, para se ter uma ideia, a Região Metropolitana de BH inteira (com seus 34 municípios) tem aproximadamente 5,7 milhões de pessoas, seria necessário multiplicar a RMBH inteira por quase três para atingir esse número, em mulheres, que não foram votar. É bizarro!

    E como resolver essa distância entre o barulho que conseguimos fazer na internet e o impacto necessário para fazer com que potencialmente 16 milhões de brasileiras exerçam o seu direito democrático de ir às urnas?

    A Desapocaliptica criou a #ElasVotamJuntas uma comunidade que reúne mulheres para dar suporte a outras mulheres com ações simples que fazem a diferença no voto das mulheres no Brasil.

    A realidade é que muitas mulheres não têm com quem deixar as crianças para enfrentar a fila da sessão eleitoral ou são cuidadoras principais de adultos ou idosos que demandam atenção integral. Nessa hora, o voto deixa de ser prioridade em relação a responsabilidades que elas não podem delegar.

    E é aí que entra o efeito dominó positivo dessa rede de solidariedade: uma mulher vira líder de Comunidade #ElasVotamJuntas e chama outras cinco para formarem o seu próprio grupo de apoio. Na prática, isso acontece com ações simples e cotidianas: revezar o cuidado das crianças com a vizinha enquanto a outra vai votar ou simplesmente ajudar alguém a conferir o local de votação. O voto é individual, mas a força para fazer valer o direito de votar é coletiva.

    Campanha Elas Votam Juntas. Foto: Reprodução
    Campanha Elas Votam Juntas. Foto: Reprodução

    Para que esse apoio funcione de forma segura e acolhedora no dia da eleição, alguns cuidados essenciais mantêm a nossa rede forte: a mobilização é 100% cívica e apartidária (sem uso de bótons, panfletos ou condicionamento de voto) e a campanha garante o respeito total à privacidade do voto e ao consentimento de cada mulher nos grupos. Quando somamos a força da sociedade civil em criar redes de mobilização online ao impacto que essas lideranças geram na vida real, garantimos que todas exerçam o seu direito democrático com tranquilidade. Bora cancelar o apocalipse eleitoral, juntas? Clique aqui e entre na comunidade #ElasVotamJuntas

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    Sobre o autor

    Lívia Teodoro

    Lívia Teodoro

    Colunista

    Professora de História graduada pela UFMG, com formação transversal em História da África e Afro-brasileira, e relações étnico raciais. Possui MBA em Jornalismo Digital, criadora de conteúdo nos perfis 'Patroa Mesmo' e integra o time de influenciadores da Teia de Criadores. Mãe solo, lésbica e ativista digital, Lívia utiliza a internet como ferramenta de transformação social com humor e originalidade.

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