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    Empresa que presta serviço para lojas de Zema é incluída na lista suja do trabalho escravo em MG

    A informação foi divulgada pelo superintendente do Ministério do Trabalho em MG, Carlos Calazans, nesta quarta-feira (15).

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    2 min22 de abril de 2026
    Empresa que presta serviço para lojas de Zema é incluída na lista suja do trabalho escravo em MG

    Ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Foto: Pedro Gontijo / Imprensa MG

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    Uma empresa que presta serviço de transporte para a EletroZema, um dos negócios de Romeu Zema (Novo), foi incluída na lista suja do trabalho escravo em Minas Gerais. A informação foi divulgada pelo superintendente do Ministério do Trabalho em MG, Carlos Calazans, nesta quarta-feira (15), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

    Segundo o superintendente, foram encontrados 42 trabalhadores em situação análoga à escravidão. A empresa envolvida é a Cidades das Águas Transportes. Além dela, a transportadora Expresso Nepomuceno, que também prestava serviço para a EletroZema chegou a ser incluída na lista, mas foi retirada por decisão da Justiça.

    A EletroZema acompanhava e sabia que [os trabalhadores] estavam trabalhando até 22 horas seguidas, rodando estradas do Triângulo e Alto Paranaíba, muitas vezes sem alimentação, dormindo, almoçando e jantando na boleia (cabine do caminhão) pra entregar mercadorias da Eletrozema. O governador devia dar exemplo, o trabalho tem que ser digno e decente para todos os trabalhadores, disse Carlos Carlazans.

    Em 2023, durante uma entrevista ao jornal Estadão, Zema afirmou que é acionista da EletroZema, mas que o grupo tem diversos sócios.

    "É uma empresa que eu ajudei a administrar por mais de 30 anos, quando eu assumi eram quatro lojas e quando saí da presidência, em 2016, eram mais de 460 lojas. A empresa está profissionalizada e, graças a Deus, funciona sem a minha presença", disse o ex-governador de Minas, à época.

    A nova edição da lista do trabalho escravo foi divulgada esta semana com o acréscimo de 159 novos empregadores, pessoas jurídicas ou físicas. Agora são 691 listados no Brasil e 122 em Minas Gerais, estado que segue mantendo-se em primeiro lugar no ranking de empregadores incluídos na lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Por nota, a Expresso Nepomuceno negou que seus funcionários tenham passado por qualquer situação de trabalho análogo à escravidão, e que os próprios empregados optaram por continuar em seus postos de trabalho. A reportagem tenta contato com a Lojas Zema e Águas Claras.

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