Flávio Bolsonaro recebe 29 vezes mais doações privadas que Lula no segundo turno
Candidato do PL recebeu mais de R$20 milhões de doações privadas, contra cerca de R$ 700 mil do candidato do PT.

Redação
Institucional
Flávio Bolsonaro recebeu R$20,3 milhões em doações privadas e Lula (PT) R$ 709,1 mil. Foto: Geraldo Magela + Carolina Curi/Agência Senado
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$20,3 milhões em doações privadas para o segundo turno das eleições presidenciais, quase 29 vezes mais que o presidente Lula (PT), que arrecadou R$ 709,1 mil.
Os números foram levantados e divulgados pela reportagem do UOL, nesta terça-feira (20), com base nos dados do DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne as prestações de contas dos candidatos.
A reportagem do UOL mostra que as doações para Flávio cresceram após o primeiro turno, quando o candidato terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. No primeiro turno, o senador havia arrecadado R$6,95 milhões em doações privadas.
Já Lula tem a maior parte dos recursos de campanha vinda do Fundo Eleitoral, dinheiro público destinado a financiar candidaturas. Segundo os registros do TSE, o presidente recebeu R$20 milhões desse fundo no dia 8 de outubro. A campanha também registrou R$ 1,1 milhão em financiamento coletivo.
Os valores ainda podem mudar, já que as campanhas podem receber novas doações até o dia 25 de outubro, data do segundo turno. Os números analisados são parciais: a última prestação de contas de Flávio foi registrada em 17 de outubro, enquanto a de Lula foi enviada no dia 16.
Entre os principais doadores de Flávio estão empresários do agronegócio, especialmente de Mato Grosso. O maior deles é Elói Vitório Marchett, que destinou R$2 milhões à campanha no dia 15 deste mês.
Em seguida aparece Nelson José Vigolo, presidente do Grupo Bom Jesus Agropecuária, com R$ 1,1 milhão. De acordo com a reportagem, o empresário é investigado, desde 2021, por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e compra de decisões judiciais e firmou um acordo de delação premiada em 2024.
Outros três empresários aparecem entre os cinco maiores doadores, com R$ 1 milhão cada. São eles Alexandre Grendene, da indústria de calçados; Angela Cristina Cattozatto Fortunato, ligada à família que controla um grupo do setor químico; e Carlos André Andrioni Salgueiro Lourenço, empresário da construção civil e infraestrutura.
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