Xôti Falá
    Início
    Diálogo
    Nossa Cidade
    Planeta
    Cena
    Gente
    Prosa
    Sobre nós
    Home/Diálogo
    saúdeLGBTHIV

    Organizações LGBT pressionam por acesso gratuito a novo medicamento contra o HIV; entenda

    Movimentos sociais pressionam por acesso amplo ao lenacapavir, uma das maiores inovações recentes no combate ao HIV.

    Redação

    Redação

    Institucional

    3 min22 de junho de 2026
    Organizações LGBT pressionam por acesso gratuito a novo medicamento contra o HIV; entenda

    Movimentos sociais defendem gratuidade no medicamento contra HIV. Foto: Marcelo Camargo + Rovena Rosa/Agência Brasil

    Compartilhar

    Cerca de 50 associações de proteção às pessoas LGBT+, lideradas pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), divulgaram um manifesto pedindo que o medicamento lenacapavir seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e chegue à população de forma gratuita.

    O remédio é uma das maiores novidades dos últimos anos na prevenção do HIV, vírus que, se não tratado, pode ocasionar a doença AIDS.

    De acordo com os movimentos, a preocupação é com o preço do medicamento. O lenacapavir já recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado como profilaxia pré-exposição (PrEP), estratégia que reduz o risco de infecção pelo HIV.

    No entanto, o medicamento ainda aguarda a definição de valor pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Sem isso, não é possível saber se ele poderá ser incorporado à rede pública.

    No manifesto, as entidades alertam que o preço alto vai dificultar o acesso justamente entre os grupos mais afetados pelo vírus HIV, como profissionais do sexo, homens gays, mulheres trans e travestis e tantos outros.

    Evolução na luta contra o HIV

    O medicamento é produzido pela gigante da indústria farmacêutica norte-americana Gilead Sciences.

    Diferente de outros métodos de prevenção ao HIV, como a PrEP oral, que exige o uso diário de comprimidos, o lenacapavir é aplicado apenas duas vezes por ano. O novo tratamento utiliza uma injeção semestral, o que pode facilitar a adesão de quem tem dificuldade em manter a rotina de medicação.

    Por causa do seu alto índice de eficiência no tratamento, a pressão por um acesso mais amplo ao medicamento não acontece apenas no Brasil. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) também lançou, nesta segunda-feira (22), uma campanha internacional cobrando que a farmacêutica amplie a disponibilidade do remédio e reduza as barreiras de acesso ao tratamento.

    Assim como os movimentos LGBT+, o MSF cobra uma “quebra” do controle único da empresa sobre o medicamento, ou seja, que outros fabricantes também possam produzir versões do remédio para ajudar na redução dos preços.

    As entidades reivindicam medidas urgentes da farmacêutica Gilead Sciences e do Ministério de Estado da Saúde do Brasil (MS). Entre os pedidos estão:

    • Continuidade do acesso ao medicamento para participantes brasileiros dos estudos clínicos;
    • Inclusão imediata do Brasil nos acordos de licenciamento voluntário;
    • Transparência nas negociações de preços;
    • Garantia de preços compatíveis com a sustentabilidade do SUS;
    • Participação das comunidades mais afetadas nos processos de decisão; e
    • Possibilidade de adoção de licença compulsória caso persistam barreiras vinculadas às patentes e preços considerados abusivos.

    Método avançado

    De acordo com a Anvisa, testes apontaram que o uso do medicamento em mulheres cisgênero teve 100% na redução da incidência do HIV. Em outro estudo, o medicamento apresentou desempenho superior ao da PrEP oral diária, além de registrar altos índices de adesão ao tratamento.

    Em julho de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o lenacapavir como uma opção adicional de PrEP, classificando-o como a melhor alternativa disponível desde o desenvolvimento de uma vacina.

    Agora, a expectativa está nas próximas etapas: a definição do preço do medicamento e a análise do Ministério da Saúde sobre uma possível oferta pelo SUS.

    Compartilhar:

    Tags:

    saúdeLGBTHIV

    Sobre o autor

    Redação

    Redação

    Institucional

    O portal Xôtifalá é um espaço de jornalismo independente dedicado a contar histórias com foco na cultura, na política e na vida cotidiana em Belo Horizonte e Minas Gerais.

    Xotifala

    Jornalismo independente, acessível e comprometido com a verdade.

    Editorias

    • Diálogo
    • Nossa Cidade
    • Planeta
    • Cena
    • Gente
    • Prosa

    Institucional

    • Sobre nós
    • Política Editorial
    • Política de Privacidade
    • Termos de Uso
    • Teia de Criadores
    Xôtiscutá!

    Tem uma história importante? Queremos escutar você.

    Enviar email

    © 2026 Xotifala. Todos os direitos reservados.

    Feito por Buzz33