Polícia Civil investiga professora suspeita de "esfregar" prova no rosto de aluno em escola de BH
Vídeo registrou o episódio dentro da sala de aula, durante a entrega das avaliações aos estudantes

Ramon Chaia
Jornalista

Câmera de segurança registrou o momento em que a professora vai até o aluno (Fotos: Circuito de Segurança)
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, em Belo Horizonte, após uma denúncia envolvendo um aluno. Um vídeo que registra a situação mostra a educadora "esfregando" uma prova no rosto da criança dentro da sala de aula.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi instaurado após uma denúncia registrada na última quarta-feira (16). A investigação está em andamento na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente de Belo Horizonte.
A mãe do estudante se pronunciou por meio do advogado da família, Lucas Salmom Pereira Carvalho. Segundo ele, a responsável tomou conhecimento do episódio no dia 17 de setembro, quando foi à escola para tratar do desaparecimento de um dos livros da criança.
Conforme o relato encaminhado pelo advogado, o episódio registrado pelas câmeras aconteceu em 31 de agosto, durante a entrega das avaliações aos alunos. Depois de uma reunião com a direção da escola, a família e o representante jurídico tiveram acesso às informações sobre o caso.
Ainda de acordo com o advogado, a professora tentou se justificar durante o encontro, mas nenhum pedido de desculpas chegou à família. O aluno foi transferido de turma no mesmo dia.
A ocorrência foi registrada na delegacia responsável pela investigação. A família informou que o menino continua frequentando as aulas e não mantém mais contato com a professora. Desde a mudança de turma, ele apresentou melhora significativa no humor e na disposição para ir à escola.
O Estado também ofereceu acompanhamento psicológico ao estudante, mas o atendimento ainda não foi iniciado. A família afirma que existem relatos anteriores da criança envolvendo a professora, que ainda estão sendo averiguados.
O Xôtifalá entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação e ainda aguarda retorno.
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