Polícia prende suspeito de agredir Duda Salabert e ativista Felipe Gomes
Prisão foi feita pela Polícia Civil de Minas Gerais. Suspeito foi localizado em Contagem, na Grande BH.

Redação
Institucional

Duda Salabert (PSOL) e ativista Felipe Gomes denunciaram agressões em setembro. Foto: Cadu Passos
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu nesta quarta-feira (28) um dos suspeitos de agredir a deputada federal Duda Salabert (PSOL) e o ativista ambiental Felipe Gomes. As vítimas denunciaram as agressões em setembro, depois de uma vistoria em um local de mineração irregular.
Segundo a instituição, o homem foi encontrado em uma loja às margens da Lagoa Vargem das Flores, em Contagem, na Grande BH.
"Após a identificação, foi cumprido o mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça. Ele foi encaminhado ao sistema prisional", disse a Polícia Civil, por nota.
A deputada afirmou, pelas redes sociais, que a prisão do agressor é "uma vitória importante, mas não basta prender quem agride. É preciso chegar a quem financia o crime".
"Quem compra o minério extraído ilegalmente? Quem lucra com essa atividade? Quem sustenta essa rede criminosa? Essas perguntas precisam ser respondidas. A mineração ilegal não destrói apenas nossas montanhas, nossos rios e nossas florestas. Ela também coloca vidas em risco. Agradeço o trabalho da Polícia Civil e cobro que as investigações avancem até alcançar toda a cadeia criminosa", disse a deputada.
Duda Salabert e o engenheiro e ativista ambiental Felipe Gomes foram agredidos na madrugada de 4 de setembro de 2026, enquanto verificavam uma denúncia de extração ilegal de minério na região do Belvedere, próximo à divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima.
Segundo as vítimas, os dois foram abordados por três homens, que passaram a agredi-los com socos e chutes e fizeram ameaças de morte. Felipe foi atingido na cabeça e em outras partes do corpo, enquanto Duda sofreu escoriações e uma luxação no ombro direito. Os dois conseguiram escapar e buscar atendimento médico.
Em entrevista coletiva no mesmo dia, Duda afirmou acreditar que os agressores sabiam quem ela era e conheciam seu trabalho de fiscalização da mineração ilegal. Segundo a parlamentar, um dos homens teria perguntado por que ela insistia em investigar a atividade.
"Eu tinha convicção de que iam me matar", declarou Duda no dia do crime.
Felipe também relatou ter recebido ameaças de morte enquanto era espancado. A deputada classificou o episódio como uma tentativa de homicídio e cobrou providências das autoridades para combater a extração clandestina de minério na região. A Polícia Militar, por sua vez, registrou inicialmente a ocorrência como lesão corporal.
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