Prefeito de BH culpa presidente e governador pelo caos na saúde
Álvaro Damião afirmou que tanto Lula como Mateus Simões são responsáveis por resolver os problemas de BH.

Redação
Institucional
Prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil) cortou número de técnicos em enfermagem do Samu. Foto: Reprodução/Redes sociais
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), se irritou ao falar sobre os problemas na saúde pública da capital mineira, e tentou responsabilizar o governador de Minas Gerais e o presidente do Brasil pelo caos da cidade que ele mesmo governa.
Durante a abertura de um evento sobre mobilidade urbana, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), na manhã desta terça-feira (28), Damião afirmou que tanto Lula (PT) como Mateus Simões (PSD) precisam ajudar com as dificuldades que ele diz enfrentar na saúde municipal.
“O senhor quer resolver o problema da saúde em Belo Horizonte? É o senhor que tem que resolver, presidente Lula. Se o senhor quer resolver o problema da saúde em Belo Horizonte, é o senhor que tem que resolver, o governador do estado Mateus Simões. Não é o prefeito de Belo Horizonte. A saúde do belo-horizontino não é só o prefeito que tem que olhar”, disse o prefeito durante o evento.
Vale lembrar que, há menos de uma semana, a prefeitura de BH cortou o número de técnicos em enfermagem que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com as demissões, as ambulâncias do Samu vão circular com apenas um técnico, além do motorista.
Segundo a prefeitura de BH, a partir de 1º de maio, haverá um técnico por plantão em 13 Unidades de Suporte Básico e dois técnicos por plantão nas outras nove ambulâncias desse tipo.
Para o chefe do Executivo, tanto o Estado como o Governo Federal deveriam repassar mais recursos para a prefeitura arcar com os custos da população.
“Mas quem é que paga esse profissional, esse funcionário da UPA? É o prefeito.”
Não muito distante, em dezembro de 2025, gestores da Santa Casa, Associação Mário Penna, Hospital Sofia Feldman, Hospital da Baleia, Hospital São Francisco e Hospital Universitário Ciências Médicas denunciaram falta de repasses de recursos da prefeitura.
A falta de verba chegou a afeta até mesmo a compra de insumos básicos para os pacientes, além de pagamentos de salários aos trabalhadores. Cerca de três meses depois, a Câmara Municipal de BH encaminhou o valor de R$ 72 milhões para que a prefeitura quitasse as contas com os hospitais filantrópicos.
Enquanto técnicos em enfermagem se mobilizam contra o sucateamento do Samu, a prefeitura de BH prorrogou por mais três meses os passeios turísticos na Lagoa da Pampulha.
A atividade foi lançada em dezembro do ano passado, e a embarcação batizada de “Capivarã”. Ao todo, o município vai desembolsar R$ 759 mil nos próximos meses. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 14 deste mês.
A justificativa foi de que os passeios tiveram uma boa receptividade do público, além de melhores condições climáticas nos próximos meses, com o fim do período chuvoso.
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