TCE-MG barra patrocínio de R$ 32 milhões do governo de Minas a times de futebol
Decisão atende pedido do governador eleito Cleitinho Azevedo e suspende repasses de estatais aos clubes mineiros.

Redação
Institucional

(ILUSTRATIVA) Fachada da sede do Clube Atlético Mineiro. Foto: Glauco Lúcio
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) barrou o patrocínio de R$ 32 milhões anunciado pelo governo de Mateus Simões (PSD) para Atlético, Cruzeiro e América.
A decisão, publicada nesta terça-feira (3), atende a um pedido do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), que contestou o uso de dinheiro de empresas estatais para financiar times de futebol.
"Estamos passando pela transição e vendo que o próprio Governo falou que, em janeiro de 2027, pode não ter dinheiro pra pagar os servidores. Tá faltando merenda nas escolas. Eles mesmos estão dizendo que o Estado tá quebrado", disse o governador eleito Cleitinho.
O patrocínio havia sido anunciado em meados de setembro, enquanto o governador Mateus Simões (PSD) estava em campanha para reeleição. Na época, o parlamentar afirmou que o valor seria como uma forma de ajudar os clubes a enfrentar a perda de receitas das casas de apostas, que foram proibidas no Brasil no mesmo mês.
A proposta previa R$ 15 milhões para o Atlético, R$ 15 milhões para o Cruzeiro e R$ 2 milhões para o América, com recursos da Cemig e da Codemig.
O governo também pretendia apoiar o Athletic, de São João del-Rei, e o Uberlândia, com valores ainda não definidos.
"Determino liminarmente que o Estado de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMG), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG), Companhia Elétrica de Minas Gerais (CEMIG) e Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Invest Minas), se abstenham de assinar eventuais contratos de patrocínio com clubes de futebol desta capital e das demais localidades do Estado de Minas Gerais até que seja ultimada a análise meritória, ou haja expressa revogação da decisão", diz o texto da decisão, assinada pelo conselheiro Licurgo Mourão.
Tags: