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    TRE-MG barra candidaturas do PCO em Minas após irregularidade no registro do partido

    As decisões foram motivadas pela falta de prestação de contas por parte do diretório estadual; partido ainda pode contestar na Justiça Eleitoral

    Ramon Chaia

    Ramon Chaia

    Jornalista

    2 min9 de setembro de 2026
    TRE-MG barra candidaturas do PCO em Minas após irregularidade no registro do partido

    Henrique Áreas, candidato ao Governo de Minas, e Tião Pessoa, candidato ao Senado, ambos do PCO. (Foto: Divulgação/TSE)

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    O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) considerou irregular o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) apresentado pelo Partido da Causa Operária (PCO). A decisão compromete os registros das nove candidaturas apresentadas pela legenda em Minas Gerais para as eleições de 2026.

    A irregularidade apontada pela Justiça Eleitoral está na situação do próprio diretório estadual do partido. Segundo a decisão, o órgão partidário está com a anotação suspensa em Minas devido à ausência de prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2015.

    O DRAP funciona como uma espécie de habilitação do partido para participar da eleição. Por meio do documento, a Justiça Eleitoral verifica, entre outros pontos, a regularidade da legenda, a realização da convenção partidária e os responsáveis pelo pedido de registro.

    A análise do DRAP é diferente daquela feita individualmente para cada candidato, por meio do Requerimento de Registro de Candidatura (RRC). No entanto, quando o demonstrativo do partido é considerado irregular, as candidaturas vinculadas a ele também ficam comprometidas.

    A decisão atinge todas as candidaturas apresentadas pelo PCO para as eleições de 2026 em Minas. Entre elas estão a de Henrique Áreas, candidato ao governo do estado, e a de Tião Pessoa, que disputa uma vaga no Senado.

    O partido ainda pode recorrer da decisão na Justiça Eleitoral, e a situação das candidaturas pode ser alterada durante a tramitação dos processos.

    O que diz o PCO

    Por meio de sua assessoria, o partido informou ao XôtiFalá que vai recorrer da decisão e que os candidatos continuarão com as campanhas.

    O candidato ao governo de Minas, Henrique Áreas, se pronunciou nas redes sociais do partido na noite desta terça-feira (8). Ele criticou os fundamentos da decisão e a classificou como “antidemocrática”.

    “Por motivos meramente burocráticos, que não constam, inclusive, nos direitos constitucionais do cidadão para se candidatar, o desembargador, passando por cima de tudo isso, indefere as candidaturas do partido. O que esse desembargador está fazendo é simplesmente impor uma censura, uma privação, uma proibição de que os militantes do PCO e o próprio PCO possam exercer o direito de sair candidato”, afirmou Henrique.

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    Sobre o autor

    Ramon Chaia

    Ramon Chaia

    Jornalista

    Apaixonado por contar boas histórias, ouvir pessoas, trocar experiências e ser um agente de transformação na comunicação. Jornalista com trajetória na televisão e experiência em reportagem, apuração, produção e edição de conteúdo.

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